quarta-feira, 10 de fevereiro de 2016

Problemas nos joelhos

Foi durante a Meia Maratona de Rio das Ostras, última prova que eu corri no ano de 2014. Lá pelo 17º quilômetro, senti uma fisgada no meu joelho esquerdo, mas pensei que fosse apenas um mal jeito, uma pisada errada, e que naturalmente iria melhorar. No calor da emoção da prova, já que faltavam apenas 4km para finalizar, decidi continuar, mesmo com dor.

Mas creio que o problema não tenha sido esses 4km a mais, mas sim, a decisão de correr uma meia maratona, a segunda do ano, sem o devido fortalecimento. Correr sem um planejamento: esse foi o meu erro.

Fato é que que nos dias que se seguiram a dor continuou. Resolvi dar um tempo, colocar gelo, pomadas analgésicas, emplastros... Fiquei de molho uns dias e decidi tentar correr de novo: dores novamente. Eu tentava acreditar que era uma fase, que ia passar. Mais uma semana de descanso, e nova tentativa. Me senti melhor, mas não 100%. E fui seguindo, tentando disfarçar a situação para mim mesma, acreditando que da próxima vez iria ser diferente e eu não iria sentir dor. Nesse meio tempo, fiz até um longo percurso de bicicleta (38,4km de casa até o trabalho), e percebi que até para pedalar estava difícil. E todos os dias a dor me visitava, não dava mais pra fingir que ela não estava ali.

Finalmente em fevereiro/2015 resolvi procurar um médico. Após a ressonância magnética do joelho esquerdo, veio o diagnóstico: condromalácia patelar. A essa altura, eu também já sentia dores de igual intensidade no joelho direito também, o que, segundo o médico, era normal pois, por compensação, o joelho bom força mais e acaba sofrendo a mesma lesão também.

A condromalácia patelar "acontece quando há a degeneração da cartilagem do joelho que fica entre a patela (osso do joelho) e o fêmur (osso da coxa)."

Crédito da citação e da imagem: artigo do site O2 por minuto

O tratamento indicado foi fisioterapia inicial para analgesia das dores e em seguida um plano para fortalecimento, principalmente dos músculos da coxa. Parecia simples, mas foi aí onde começou a saga onde me encontro há mais de um ano...

(Faço aqui uma pausa para explicar que, mesmo estando o texto longo, vou publicar a história num único post, para deixar as informações o mais completas quanto possível)

Vamos à cronologia dos fatos:

Fevereiro/2015: iniciei a fisioterapia e acreditava que as atividades realizadas no Pilates iriam cuidar da parte de fortalecimento indicada pelo médico. O problema era que além do Pilates, eu também fazia no mesmo Studio, aulas de NeoPilates e Treinamento Funcional, e essas atividades, de certa forma, forçavam meus joelhos lesionados, mas continuei normalmente, sem restrições.

Ao final de 10 sessões de fisioterapia, nada mudou, mas eu também continuava "serelepe". Ainda mantive outros exercícios ao ar livre: caminhadas, pedaladas, e até arriscava umas corridinhas de vez em quando.

Março/2015: busquei outro médico, dessa vez um especialista em joelho, no Rio de Janeiro. Através de novos exames, foram diagnosticadas novas lesões: síndrome do atrito da banda iliotibial, e tendinite na "pata de ganso"

Créditos da citação e da imagem: artigo do site O2 por minuto

A síndrome do atrito da banda iliotibial "atinge a região externa dos joelhos: quando a banda iliotibial (músculo que se origina no quadril, atravessa o joelho e se insere na tíbia) fricciona com uma proeminência óssea do fêmur denominada epicôndilo (localizada, justamente, na lateral do joelho), o desgaste acaba gerando uma inflamação no músculo."




Créditos da citação e da imagem: artigo do site Vidal Saúde

Tendinite da pata de ganso "é uma inflamação dos tendões dos músculos grácil, sartório e semitendinoso, localizada na região interna do joelho. O nome foi dado devido à forma como estes tendões se inserem nesta região, em um formato que lembra uma pata de ganso."





Abril/2015: parei com as corridas e qualquer outro exercício de impacto ou que forçasse os joelhos, troquei de clínica de fisioterapia, mas o tratamento aplicado foi muito parecido com a anterior: uma hora de atendimento com os mesmos aparelhos, mais alguns exercícios que eu inclusive sentia dor ao fazer, mas que o fisioterapeuta me dizia pra continuar e repetir. Um mês inteiro se passou e eu não obtive melhora significativa.

Maio/2015: marquei nova consulta com o médico no Rio de Janeiro e expliquei para ele tudo o que estava sentindo, que a fisioterapia não estava fazendo efeito, e que as dores persistiam. A conclusão foi que minha insistência em continuar treinando e ignorando as dores, achando que iniciar o tratamento era suficiente para me recuperar, aliado ao fato de que a fisioterapia não estava sendo eficiente, contribuiu para agravar a situação.

Finalmente eu me dei conta que precisava tomar atitudes racionais se eu quisesse mesmo ficar boa e voltar a correr. Iniciei aulas de natação, e por mais estranho que pareça, tive que sair do Pilates, pois percebi que não conseguia completar uma aula sem sentir dores nos joelhos.

Junho/2015: tirei férias do trabalho e tomei a decisão de ir para o Rio de Janeiro me tratar na mesma clínica do médico especialista que procurei. Julguei que com uma equipe integrada, o tratamento iria ser melhor direcionado. E tive sucesso. Pela primeira vez senti as dores retrocederem ao invés de se intensificarem. Mas em novas consultas semanais com o médico, passei a perceber uma dor no lado esquerdo do quadril que, após a ressonância magnética, foi diagnosticado como bursite trocantérica, além do reflexo da inflamação da banda iliotibial.

"A bursite trocantérica é a inflamação de uma saliência que fica sobre os músculos laterais do quadril, causada, sobretudo, por microtraumas repetitivos de contato. Essa fricção constante, gerada por excesso de treino, entre outros fatores, chega a degenerar os tendões de músculos e tecidos fibrosos que se inserem numa mesma área do fêmur, o grande trocânter (...). Além dos microtraumas, a principal causa da bursite trocantérica são os desvios posturais e as mudanças funcionais dos músculos do quadril."

Créditos da citação e da imagem: artigo do site O2 por minuto
Após 18 sessões de fisioterapia com um atendimento totalmente individualizado, orientações muito bem explicadas pelo fisioterapeuta, e dores controladas, voltei pra casa com a esperança de que em breve eu estaria de volta às atividades. Voltei para a natação e passei a fazer exercícios de alongamento e fortalecimento em casa. Consegui voltar a pedalar sem dores, e senti que avancei um degrau na minha recuperação.

Julho/2015: apesar dos esforços, eu ainda sentia dores, e não me sentia pronta para voltar a correr. Busquei uma nova clínica de fisioterapia em Macaé, onde pude encontrar atendimento semelhante ao que tive no Rio de Janeiro. O tratamento é direcionado de acordo com os sintomas que eu apresento no dia da sessão e os exercícios de fortalecimento são de acordo com meus limites. Parece óbvio que esse seria o tratamento adequado, mas em se tratando do serviço de fisioterapia na região onde moro, uma clínica assim é um verdadeiro achado... Estou nesta clínica até hoje e muito satisfeita com o atendimento. Melhorando pouco a pouco a cada dia. Na mesma clínica também faço sessões de RPG buscando o reequilíbrio postural e evitar futuras lesões por compensação de esforços, como foi o caso da bursite trocantérica. Decidi também procurar uma nutricionista, e cuidar da alimentação, com o objetivo de emagrecer, para não sobrecarregar mais os joelhos com meu próprio peso, e visando também uma alimentação funcional e anti-inflamatória.

Agosto/2015:  intensifiquei a busca pela prevenção. Além de tratar as dores, queria evitar que elas aumentassem, ou que novas dores aparecessem. Busquei um novo Studio de Pilates onde desde o começo revelei minha intenção de fazer exercícios específicos de reabilitação para as dores que eu sinto. A professora é uma fisioterapeuta muito cuidadosa que está sempre atenta aos meus movimentos e tem sempre um novo exercício em seu repertório, quando chego com alguma queixa.

Setembro/2015: voltei a pedalar com regularidade, e sem dores. Minha relação com o pedal é assunto para um post específico que vou escrever em breve. O que tenho a dizer é que essa fase me deixou particularmente feliz por poder voltar a fazer exercícios ao ar livre. Além disso continuava na natação e fisioterapia. Minha situação se estabilizou, a dor não avançava, nem retrocedia. Mas ela permanecia ali, mesmo quase imperceptível. Contudo, minha qualidade de vida havia melhorado bastante.

Outubro/2015: tirei novo período de férias, e dessa vez resolvi passear e relaxar. Dei uma parada nos esportes e na fisioterapia. Mas nesse período de repouso, não senti dores nos joelhos, apenas o quadril persistia com dor.

Novembro/2015: diante do cenário de estabilidade, senti segurança para tentar correr. Resolvi dar uma "corridinha pra testar os joelhos", e o resultado foi frustrante. Deveriam ser 40 minutos alternando ritmos entre leve e moderado, mas aos 20 minutos do exercício, dores fortes voltaram a surgir nos joelhos e concluí o treino apenas caminhando. O dia seguinte ao treino foi de dores constantes nos joelhos e quadril. Fui às sessões de fisioterapia e às aulas de Pilates naquela semana pedindo socorro para alívio dessas dores.

Por orientação da fisioterapeuta do RPG, fiz uma avaliação para a confecção de uma palmilha especial para melhoria da postura e da pisada. Desde então tenho usado essas palmilhas e sinto mais conforto no caminhar. Sinto que a nova postura alcançada com as palmilhas protegem as regiões doloridas.

Dezembro/2015: completei um ano de lesão, confesso que não imaginava que um ano inteiro se passaria e eu ainda não estaria recuperada. Mas fiz o que estava ao meu alcance. Finalizei 2015 com a certeza de que estava bem melhor do que quando comecei. Perdi 10kg, melhorei minha saúde, meu metabolismo, e meu rendimento nas pedaladas. Falta apenas a "cereja do bolo": voltar a correr.

2016...: a partir de janeiro incluí as caminhadas como treino de rotina semanal. A ideia é reservar esse tempo como um hábito e que no futuro ele seja preenchido com as corridas, quando eu voltar. Passei a mentalizar diariamente que quero muito voltar a correr, e projetar esta realização, mandando a mensagem para o cérebro tornar possível. A positividade também faz parte do tratamento. Até agora há um conjunto de fatores contribuindo para a minha recuperação:
  • Fisioterapia;
  • Pilates;
  • RPG;
  • Dieta orientada por nutricionista;
  • Medicação adequada receitada pelos profissionais que me acompanham;
  • Atividade aeróbica (bike, natação, caminhada);
  • Palmilha postural.
Cuidar das minhas lesões virou a minha rotina. Mas eu não reclamo, se eu estivesse inerte, em casa, no sofá, esperando a dor passar, estaria muito pior. Então o que devo fazer é seguir em frente. Entendi de uma vez por todas que a minha recuperação só vai vir com paciência e persistência. Não haverá uma fórmula mágica que vai me fazer voltar a ser como antes.

Ah!... Quanta falta eu sinto de fazer aqueles treinos, aqueles percursos na minha cidade, nas calçadas, nas ruas, na praia... Lamento por todas as vezes que estava em casa, saudável, com tempo livre, e simplesmente decidi não ir correr. Que desperdício!

Na semana passada, ousei tentar correr novamente. Eu estava receosa, queria voltar com a segurança de que não sentiria dor, por isso estava adiando tanto esse momento. Tentei fazer o mesmo treino de novembro. Esse treino é baseado numa planilha do site O2 por minuto com o foco no "Retorno de lesões". Estou insistindo nela por acreditar que tem a consistência necessária para a volta aos treinos após a recuperação. Dessa vez me senti melhor do que a anterior. Completei os 40 minutos correndo no ritmo definido na planilha. Senti um pouco de desconforto durante o percurso, porém, resolvi continuar. Ao final do treino senti aquela satisfação do dever cumprido e o desconforto parou. Parecia mais uma adaptação do corpo aos novos movimentos. Nos dias seguintes, senti ainda um cansaço nas pernas e nos joelhos, mas é uma dor diferente da manifestação da lesão. Eu me recordo que foi assim também com a bicicleta. Nas primeiras pedaladas o corpo reclamava um pouco, até que um dia eu não senti mais dor ao pedalar. Vou persistir com os treino desta planilha, talvez com intervalos maiores entre um treino e outro, e um ritmo bem leve, para o corpo entender o que está acontecendo.

Na semana do carnaval optei por descansar e não treinar nenhum dia. Quero voltar gradativamente às atividades a partir de segunda-feira: fisioterapia, Pilates, bike, natação... Sei que nessa "receita" ainda está faltando um ingrediente: musculação. Será o meu próximo passo. E espero conseguir atualizar no blog em tempo real o meu progresso a partir de agora.

A você que leu até aqui, agradeço de coração. Decidi escrever a história completa numa única postagem, não queria quebrá-la em partes, porque ela é longa mesmo, e merece ser contada por inteiro. Escrever serviu como uma terapia para mim, uma retrospectiva de tudo o que passei nesse um ano de tratamento. Que sirva de inspiração e esperança para quem esteja passando pelo mesmo problema. Eu ainda estou no meio do caminho, mas em nenhum momento passou pela minha cabeça a ideia de desistir.

Um grande abraço.

Bons treinos!

sábado, 7 de dezembro de 2013

Circuito das estações Etapa Verão - Rio de Janeiro/ RJ



Após algumas dúvidas quanto à cidade que iria sediar a nossa última etapa do Circuito das Estações a escolhida foi o Rio de Janeiro. E o meu "voto" foi por um desafio particular: um ano antes, naquele mesmo percurso, corri a Etapa Verão 2012. E eu queria saber o quanto eu havia evoluído desde então.

Quando o assunto é corrida de rua, consideramos que Rio de Janeiro é a "nossa casa". Já temos uma rotina pré-definida: guardamos o carro no Estacionamento Cinelândia e vamos caminhando até o Aterro do Flamengo; depois já vamos direto pegar o chip e deixar nossas coisas no guarda-volumes; uma passadinha no Clube O2, e depois é só esperar a hora de largada...

... Mas dessa vez foi tudo diferente! Certamente, das 4 etapas que corremos nas diferentes cidades, essa foi a que teve mais participantes! O Estacionamento Cinelândia estava lotado e tivemos dificuldade em encontrar uma vaga. Com isso nos atrasamos um pouco, mas ainda a tempo de pegar o chip. E ficamos quase desesperados quando não encontramos o guarda-volumes, que estava numa área mais afastada e diferente do local habitual. Do Clube O2 passamos longe, pois já era hora da largada, e lá fomos nós!

A prova foi assim:

Nos primeiros 5 km mantive um ritmo forte. Eu estava mesmo me sentindo diferente, mais leve, e acreditei que poderia manter aquele ritmo até o final.  Para garantir, tomei o gel de carboidrato no km 4 esperando que fizesse efeito ao longo da 2ª metade da prova.

Mas parece que aconteceu o contrário. A partir do km 5 meu ritmo começou a cair. Cheguei a ensaiar uma recuperação. Mas enquanto eu pensava que tinha voltado ao ritmo forte, consultei o Garmin e vi que estava abaixo de 9km/h.

Não há dúvidas que minha estratégia foi errada. Devia ter começado leve e aumentado o ritmo progressivamente. A verdade é que me empolguei por ter emagrecido 3kg, e por ter treinado com mais frequência nas vésperas da prova.


Mas nada tira minha animação! Cada prova é uma oportunidade de me conhecer melhor. No fim das contas, a vida de corredora é um treino constante! Na próxima, farei melhor!


E apesar da queda do ritmo, venci o desafio: 10km em 1h04'47" (em 2012, meu tempo nesta mesma prova foi de 1h09'55").


Terminei a prova e lá estava o Landim, satisfeito com mais uma boa corrida. Antes de ir embora, uma pose para a foto oficial, com a medalha:


A data desta corrida encerrava nossas férias, e no mesmo domingo, 01/12/2013, precisávamos chegar em Macaé às 15:00 para ir trabalhar. Foi corrido, mas deu tudo certo no final! Nos sentimos revigorados em voltar ao trabalho após uma prova!

Missões cumpridas! Correr as 4 etapas do Circuito das Estações era um de nossos objetivos para 2013 e a satisfação de concluir com sucesso algo que nos propomos, foi recompensador! Valeu a pena \o/


Resumo - Garmin Connect*:


*Caso os valores de distância e velocidade apareçam em Milhas e não em Quilômetros, abra o link e selecione a opção “Ver Métrico” no canto superior direito da página.

Informações adicionais:
Prova: Circuito das estações Etapa Verão - Rio de Janeiro/ RJ
Data: 01/12/2013
Largada: 5km e 10km às 8h
Site da prova: http://circuitodasestacoes.com.br/2013/rio-de-janeiro/rj-verao/

quarta-feira, 2 de outubro de 2013

Circuito das estações Etapa Primavera - São Paulo/ SP


Esta é a terceira etapa do Circuito das Estações que participamos, mas é a primeira que estou narrando aqui no blog. Talvez em breve eu faça um post retroativo com as outras etapas, pois elas estão fresquinhas aqui na memória :)

Fazer uma corrida em São Paulo, significa também reencontrar as queridas amigas Maíra, Íris, Luyse e o cachorro mais legal do mundo, Bentinho Viana. E um programinha de sábado jamais é dispensado. Na véspera da prova, fomos a uma sessão de autógrafos do nosso ídolo Humberto Gessinger, que por coincidência estava agendada para aquela data. Foi ótimo!

Maira, eu, Humberto e Íris - Tietando o nosso ídolo!

À noite fomos a uma pizzaria encontrar o restante da turma e nos abastecer com carboidratos para o dia seguinte :)

Landim e eu: uma pizza e uma cervejinha na véspera não faz mal

A casa da Maíra, onde nos hospedamos, é pertinho do Estádio Pacaembu, local da largada da prova. No domingo nem precisamos acordar tão cedo, e deu para ir caminhando até lá.

Nesta corrida a Rexona, que estava patrocinando a prova, lançou um desafio aos participantes: "FAÇA ACONTECER". Se 20% dos inscritos corressem 1km a mais, 40 mil reais seriam doados ao centro de treinamento do ginasta Arthur Zanetti. A decisão deveria ser tomada durante a prova, no 7º quilômetro. Havia um desvio no percurso que possibilitaria o cumprimento do desafio. Eu decidi que caso estivesse bem no decorrer da prova, faria sim!

Essa prova teve uma organização diferente de outras que participei. Primeiro, às 7h30min largou o pessoal dos 5km, e às 8h30min o pessoal dos 10km. Não entendi o motivo, mas não atrapalhou em nada, pelo menos para mim.

8h30min em ponto foi dada a nossa largada. Uma breve caminhada de 4 minutos até o pórtico e vamos que vamos! A prova, km a km foi assim:


Gostei do resultado, consegui manter um bom ritmo e até ousei correr abaixo de 6' em alguns quilômetros. No 7º km eu estava me sentindo ótima e então resolvi ajudar o Arthur Zanetti e embarquei no desafio. O problema foi que o trecho a percorrer era um pequeno desvio de 500m de descida na ida, e a volta pelos mesmos 500m, dessa vez com um subidão!

Após o 8º km meu rendimento caiu muito e ainda bem que faltavam só 3km pra terminar. Mas nesse dia eu realmente estava bem demais pra me cobrar algo (ainda mais se eu comparar com a última prova que fiz em São Paulo, o circuito WRun, 8km em 55'44" em março/2013).


Por fim, saldo positivo: 11km em 1h11'17". Ritmo de 6'29" por km. E mais 735 calorias enviadas para o espaço!


Landim estava me esperando no final. Ele correu os 10km normais e fez um tempo ótimo! Missão cumprida, medalha no peito, e a cabeça já pensando no próximo desafio!



Resumo - Garmin Connect*:

*Caso os valores de distância e velocidade apareçam em Milhas e não em Quilômetros, abra o link e selecione a opção “Ver Métrico” no canto superior direito da página.

Informações adicionais:
Prova: Circuito das estações Etapa Primavera - São Paulo/ SP
Data: 29/09/2013
Largada: 5km às 7h30min | 10km às 8h30min

quarta-feira, 12 de junho de 2013

Auto-sabotagem?

 Já estou em dívida com as atualizações semanais sobre o meu emagrecimento. Sem falar que a intenção desse blog é um pouco maior. Sempre que eu corro, seja em treinos ou em provas, termino a atividade com muitas impressões sobre o que senti, o que pensei. Escrever é uma forma de transbordar esses pensamentos e manter um registro de minhas reflexões.

Mas por enquanto vou cumprir o protocolo e relatar o que a balança anda me dizendo. Desde a última postagem até hoje, eis o histórico:


Mantenho, desde o começo do ano, um gráfico com pesagem semanal, e o resultado é o que segue:

Clique na image para ver em tamanho maior

Eu tinha a meta de perder 11,8kg em 6 meses. Ao longo desses 6 meses o resultado foi: consegui perder 1kg apenas.

Pelo menos estou me mantendo no peso, sem engordar. Isso até me conforta, mas sei que é preciso mais foco. Eu ainda oscilo entre a satisfação do dever cumprido de um treino bem feito e os prazeres da preguiça e da gula.

É bem verdade também, que me comparando a Janeiro/2013, sinto-me mais forte, e mais magra do que se tivesse apenas perdido 1kg. Minhas roupas, que antes eu estava quase perdendo de tão apertadas, foram recuperadas, e não são raros os elogios que recebo por ter notadamente emagrecido. Isso eleva a autoestima, mas ainda é triste saber que estou longe do objetivo.

Por isso estou me comprometendo a subir mais um degrau no quesito DEDICAÇÃO. Vou focar mais na assiduidade aos exercícios aeróbicos: Corrida, Sppining, Elíptico, Bike, Ginástica, e até os jogos de dança do XBOX. A ideia é me mexer, e eliminar pelo menos 500 calorias por dia, de acordo com os dados do Garmin.

Cuidado também com a alimentação: a fórmula de comer de 3 em e 3 horas deu certo. Mas preciso atentar para a quantidade e a qualidade da comida. Sei que aqui é onde está a chave do sucesso do meu emagrecimento.

Também fiz uma consulta com a Endocrinologista e ela passou os exames de sangue, para entender melhor o meu organismo e metabolismo. Quando voltar lá com os resultados, relatarei aqui.

A semana passada foi bem produtiva no que diz respeito a atividade física. Fiz Pilates e Corrida durante 4 dias seguidos, e confesso que esperava uma surpresa positiva no resultado da pesagem do dia 10/06. Fiquei um pouco frustrada em perceber que se foram apenas 600g, e ainda por cima, era somente uma recuperação do peso do dia 20/05.

Durante essa semana está difícil me organizar para me exercitar. Desde sexta-feira eu não consigo fazer nada :(

Sábado: é meu day-off.

Domingo: eu ainda me senti um pouco dolorida (devido à intensidade dos treinos da semana) e achei melhor repousar.

Segunda-feira: precisei ficar em casa aguardando um serviço que seria realizado. Quando me liberei, achei muito tarde para ir correr na rua. Depois lembrei que poderia ter ido à academia fazer esteira ou elíptico, mas na hora essa ideia nem me passou pela cabeça.

Terça-feira: Na volta do trabalho, o ônibus atrasou e cheguei mais tarde em casa, além disso, eu tinha uma consulta marcada para as 18h30min e só fui atendida por volta das 20h. Fui pra casa sem muito ânimo e precisava acordar cedo no dia seguinte para ir trabalhar. Resolvi dormir cedo, então.

Quarta-feira: hoje, dia dos namorados, combinamos de iniciar as comemorações com uma corridinha. Vamos ver se conseguiremos!

Mas dá pra notar que para tudo eu tenho uma justificativa, né? O que fica como lição é: sempre aproveitar as oportunidades para cumprir a agenda de treinos, porque não vão faltar desculpas para não ir. Os dias passam rápido, e quando me dou conta, uma semana inteira se vai e eu acabo não fazendo nada.

Depois não adianta reclamar que o tempo passou e eu não emagreci...

segunda-feira, 20 de maio de 2013

Emagrecendo com a ajuda da Internet

Não sei dizer exatamente quando, mas foi assim que aconteceu: por semanas seguidas, eu vi a balança me mostrar 72kg, por mais que eu fosse à academia, todos os dias. E mesmo quando eu ficava em casa com preguiça, comia pizza, sorvete, etc etc... Os 72kg estavam lá.

"É isso então. Esse é o meu peso. Por maior ou menor dedicação que eu coloque no meu dia-a-dia, isso não vai mudar!" - pensei, conformada.

E mais uma vez parei com a atividade física. Enquanto o tempo passava, sentia minhas roupas apertando; e a respiração ofegante a cada escada que eu tinha de enfrentar ou a cada caminhada mais longa ou apressada. Até que... Fui me pesar e a balança me mostrou 73kg!

Era só questão de tempo, né? A quem eu estava querendo enganar? E, se continuasse assim, onde eu iria parar? Não quis pagar pra ver. Fui buscar na Internet casos de sucesso de emagrecimento saudável. Encontrei em alguns blogs muitas histórias: pessoas que atingiram suas metas, ou que estão no caminho, em plena luta!

Em especial vou citar 5 blogs que me prenderam a atenção. São histórias que passei a "seguir", de meninas que têm uma rotina puxada: trabalho, casa para administrar, contas a pagar, bichos de estimação para cuidar, marido, filhos... Pessoas comuns, iguaizinhas a mim e a você, que decidiram tomar uma atitude, ao invés de procurar desculpas ou lamentações. Estou torcendo por elas, e seguindo seus exemplos.

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Camila - Blog Pensando Magro
Camila Pires conseguiu emagrecer 25kg e conquistou um corpo lindo! Mas ela tem metas mais ousadas e pretende perder mais 5 quilos, e continua firme e forte! Recentemente incluiu corridas de rua em sua rotina, o que faz eu me identificar ainda mais com ela!

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Ana Maria - Blog Tá e daí?! - #ProjetoAnaGostosa
Ana Maria é exemplo de determinação. No ano de 2012 ela tomou uma decisão de mudar de vida: saiu de Porto Alegre e foi morar em São Paulo, e pegando a onda das novidades, resolveu também mudar seu corpo. Nasceu então o Projeto Ana Gostosa. E o sucesso está quase alcançado. Segundo ela mesma, faltam 3 quilos, mas nessa jornada já se foram mais de 35kg eliminados (não dá pra dizer com precisão, pois ela só vai revelar os números exatos, ao final do projeto) Num de seus vídeos ela diz mais ou menos assim: "Se eu consegui, qualquer um consegue, não sou diferente de você, acredite!"

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Romeyka - Blog Diário da Mey
Romeyka faz de seu blog um cantinho para guardar sua história de sucesso: dos 92kg ela chegou aos 60kg. E hoje em dia registra a manutenção do seu peso, a dieta que permanece seguindo, os exercícios na academia que frequenta e o seu dia-a-dia com os filhos e marido! É gente como a gente!

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Simone - Blog 50% Power Of Will
Simone tem a história mais radical que conheço. Ela "levava uma vida sossegada", sem se preocupar muito com atividade física ou alimentação saudável, e a rotina de trabalho + curso de pós-graduação a fez engordar naturalmente. Mas "um belo dia resolveu mudar". Pra começar, se tornou vegetariana e passou a seguir regras de nutrição, musculação e corridas. Hoje exibe um corpo quase sem gordura, pronto para entrar numa calça tamanho 36 e ficar folgada!

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Penélope - Blog Acredita, Bonita!
Penélope Nova, a própria: ex-VJ da MTV e ex-participante da Fazenda da Record, mantém um corpo esculpido por musculação, corrida e alimentação saudável, e fez um blog bem didático, mostrando que é simples se dedicar à saúde, basta ter um pouquinho de disposição e inspiração.

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Eu também tenho uma história pra contar, e em breve falarei com mais detalhes sobre a minha relação com a balança, e com a atividade física. Eu confesso que estava quase desistindo da luta. Mas, motivada por tudo o que li, um sopro de força de vontade me tirou da zona de conforto e me fez renascer. Estou convencida de que Reeducação Alimentar + Atividade Física é a fórmula de sucesso para a manutenção da saúde.

Meu peso atual: 70,7kg. Minha meta: 60,0kg. Somente depois de perder esses 10,7kg me sentirei apta a treinar especificamente para a Maratona. Não há como correr 42 quilômetros carregando todo esse (sobre)peso!

Vou mostrar a minha evolução a cada semana nas postagens com a tag "Emagrecendo", até chegar à meta. Vem comigo?

sexta-feira, 7 de setembro de 2012

De volta à academia

Essa semana está sendo de retorno e readaptação à academia. Além da perda de gordura, eu preciso focar o ganho de força muscular que vai ajudar no desenvolvimento da corrida e outras atividades aeróbicas.

Sempre tive dificuldade com Musculação. Passar horas levantando pesos com as mãos ou com os pés nunca me pareceu algo proveitoso. Mas me dei conta de que é, sim! O corpo precisa de força. E se a vida sedentária não oferece essa força de forma natural, a musculação é a saída.

Nos dois dias que compareci à sala de musculação da academia, não fui nada mal. Bem, não sou obrigada a morrer de amores pela musculação, mas são pouquinhas horas por semana, e valerá a pena.

Também voltei para o Pilates. Esse sim, eu adoro praticar! Os exercícios fazem vibrar meu corpo todo. A aula de Pilates é para mim uma aula de Consciência Corporal. No Studio eu exploro exercícios de flexibilidade e também de força, trabalhando grupos musculares diferentes do que a musculação atinge.

Outra boa descoberta que tive essa semana foi à aula de Jazz. Entrei de gaiata... No programa da academia, estava escrito que seria aula de Jump, mas chegando na sala, a professora avisou que houve uma troca de horário do Jump pelo Jazz e eu resolvi fazer mesmo assim. Serviu como diversão. E adorei o alongamento realizado antes da prática da coreografia. Os passos também requerem muita força para serem desenvolvidos na dança. E eu percebi, olhando pelo espelho, como pareço uma maluca dançando, heheh! Pretendo voltar mais vezes a essa aula. Gostei!

E claro que eu não passaria a semana sem uma corridinha. Seguindo a orientação do Dr. Alexandre, tentei me manter na velocidade de 9,0km/h e uma frequencia cardíaca entre 152 e 168. Foi tranquilo e se é o que eu preciso fazer para evitar lesões, principalmente nesse início, então é o que vou fazer: desacelerar.

Nesse momento, a prioridade em todas as minhas atividades é a perda de calorias. Nessa primeira semana estou contabilizando todos os dados com meu Garmin. Vou ver como está a minha perda calórica e traçar metas para as próximas semanas.


Ainda não comecei uma dieta efetiva. Mas é bem verdade que a ocupação que a academia está me dando, me distrai e me tira a vontade de comer besteiras. Mas sei que não é suficiente. Preciso ver a comida como um combustível para o corpo, e não como uma fonte de prazer.

E cá estou toda dolorida de todas as atividades que fiz durante essa semana. Amanhã vou viajar para Fortaleza e lá pretendo dar uma corridinha na Beira Mar, para não sair do ritmo. Quarta-feira já estarei em Rio das Ostras e de volta à academia.

sábado, 1 de setembro de 2012

Teste Ergoespirométrico e Baropodometria

Minhas boas vindas a todos! Estou de volta ao mundo dos blogs para explorar um assunto do qual eu sempre tenho muito pra falar: corridas. Eu tenho pensado e planejado tantas coisas que acho melhor ordená-las e organizá-las num blog para que sirva de registro e motivação.

Para marcar o início do blog, vou narrar aqui a consulta que tivemos com o Dr. Alexandre Carvalho, na Clínica de Medicina Esportiva.